SILENCIO !!!



Dia na semana: Segunda-feira
Dia no ano: 16 de Agosto e 2 de Novembro
Ferramentas: Xaxará , lança, lagdibá
Domínios na natureza: Terra, interior da terra, pestes...
Domínios no homem: Vida e morte, doenças epidêmicas, cura para doenças, saúde.
Local: Gruta, a pedra furada. Cemitério.
Cor: Branco e Preto para Obaluiaê e Preto/branco/vermelho para Omulú.
Saudação: Atotô Ajuberô!

É o Orixá da terra, do interior da terra, que conhece seus fundamentos, seus segredos.
É o Orixá da saúde, da doença, da vida, da morte.
É Orixá que cura, é Orixá que mata.

A relação entre o interior da terra e os mortos é nítida, a terra come os mortos,
os transforma em pó novamente daí sua ligação a Obaluiaê, O dono da Morte e da Vida.

É Orixá do mistério, que cobre o rosto com o filá de palha-da-costa (aze), pois ninguém
pode olhar diretamente para ele, ninguém olha fixamente o sol, ninguém olha fixamente
Obaluiaê.

Omulú esconde o que os olhos humanos não devem ver.
O segredo da morte. Omulú venceu a morte, venceu Ikú.
É ele quem tem os segredos do renascimento.

Pra breves esclarecimentos. Diz uma lenda:

"Omulú nasceu com o corpo coberto de chagas e foi abandonado pela sua mãe, Nanã Buruku, na beira da praia.
Nesse contratempo, um caranguejo provocou graves ferimentos na sua pele. Iemanjá encontrou aquela criança e criou-a com todo amor e carinho; com folhas de bananeira curou as suas feridas e pústulas e transformou-a num grande guerreiro e hábil caçador, que se cobria com palha-da-costa (ikó) não porque escondia as marcas de sua doença, como muitos pensam, mas porque se tornou um ser de brilho tão intenso quanto o próprio sol. Por essa passagem, o caranguejo e a banana-prata tornaram-se os maiores ewò de Obaluaiê."

Canto de Liberdade

Ecoou um canto forte na senzala
Ecoou um canto forte na senzala
Negro canta, negro dança
Liberdade fez valer
Não existe sofrimento
Não existe mais chibata
Só existe esperança
Para um novo amanhecer


Povo negro, povo forte
Trabalhavam pro senhor
E sofriam as maldades
Praticadas pelo feitor
O sangue, o suor e a lágrima
Renovavam a força pra lida
Pois sabiam que o sofrimento
Purificava pra nova vida


Ecoou um canto forte na senzala
Ecoou um canto forte na senzala
Negro canta, negro dança
Liberdade fez valer
Não existe sofrimento
Não existe mais chibata
Só existe esperança
Para um novo amanhecer


Do Congo, de Angola ou de Mina
Bahia, Aruanda ou Cambinda
São os Velhinhos da Umbanda
Que encaminham nossas vidas
Esqueceram o terror da senzala
Do cativeiro as crueldades
Pois voltaram pra esta terra
Pra prestar a caridade


Ecoou um canto forte na senzala
Ecoou um canto forte na senzala
Negro canta, negro dança
Liberdade fez valer
Não existe sofrimento
Não existe mais chibata
Só existe esperança
Para um novo amanhecer


Nanã é uma santa é uma rainha
vovó Nanã mora no fundo do mar.
Nanã é uma santa é uma rainha
vovó Nanã mora no fundo do mar
O Salubá, Salubá Nanã.
O Salubá, Salubá Nanã.

Salve a senhora mãe das mães !

Xangô, Kaô Kabecilê


Eu vi as águas rolar, cachoeira roncar, derrepente parou
Eu vi mamãe Oxum na cachoeira, Pai Xangô la na pedreira
É lelé ou Kâo
É lelé ou Kaô, é lelé ou Kaô !

Kaô Kabecilê Xangô ! Salve o rei do fogo !

Ogum Megê

No alto da romaria, eu vi um cavaleiro de ronda, (bis)
Trazia espada e a lança na mão,
Ogum Mege guerreou e venceu o dragão,
A primeira espada quem ganhou foi ele, (bis)
Mas ele é, ele é Ogum Mege, ele veio de Aruanda
Pra seus filhos proteger...

Ogum Beira-Mar

A sua espada brilha no raiar do dia,
Seu Beira Mar é filho da Virgem Maria (bis)
Seu Beira Mar, beirando areia,
Seu Beira Mar é filho da Mamãe Sereia.

Ogum Beira-Mar

Ele jurou bandeira, ele tocou clarim,
Com seu exercito branco, ele lutou por mim,
Na beira da praia, Ogum Sete Ondas, Ogum Beira Mar