Saravá Oxossi !


Quem manda na mata é Oxossi
Oxossi é caçador
Oxossi é caçador
Ouvi meu Pai assobiar
Ele mandou chamar
É na Aruanda êêê
É na Aruanda aaa
Seu caçador da Umbanda
Este Caçador do dia e da noite, esse Amado Pai, muitas moradas assim Ele o têm, essas são os corações de seus filhos. Guerreiro de uma única Flecha, que provém o Alimento a teus Filhos, um verdadeiro Caçador de Almas, e com sua única flecha alcança todos os corações de uma só vez, reúne seus Filhos e os Filhos de seus Irmãos Orixás em uma só homenagem, esta não direcionada a Ele próprio, nem a seus Irmãos, nem a seus Filhos e Filhos de seus Irmãos, e sim a Umbanda.

Nesse momento Sagrado todos os Terreiros estão em Festa, falam uma só Língua, um só Culto, apenas a louvar o nome do Caçador, este Orixá que mais traduz a nossa Querida Umbanda, através de suas Matas, este Orixá que de seus Filhos e dos Filhos de seus Irmãos só nos roga um único pedido, PROTEGEI A MÃE NATUREZA, pensai-vos da forma para ser pensado, pois a Mãe Natureza, é a Morada desse e de todos Orixás. Que a Flecha do Caçador possa atingir seu objetivo, que essa Flecha possa chegar aos corações de todos Umbandistas, No clamor desse dia possamos nós entender o que é o Habitat de cada Orixá, e que esses sem a Mãe Natureza, deixaram de existir, tal como a vida humana e todas as criaturas desse lindo Planeta.

Oxossi das Matas nos manda toda sua glória, seu amor e paz, e mais uma vez roga a todos Filhos de Umbanda, Proteção a MÃE NATUREZA, tal como Ele vos protege, sejamos todos nós agradecidos pelas glórias alcançadas, zelando apenas pelo que Deus em sua Infinita Bondade, nos doou, sejamos caridosos para com nossa Mãe Natureza, sejamos felizes pela proteção dos Orixás, sejamos apenas Filhos de Umbanda, dentro todas as suas Leis. Levemos a todos a mensagem dos Orixás de Umbanda.

Rufem os Tambores, pois hoje é dia do Caçador , alegria em seus corações, hoje é o dia do Caçador de uma única Flecha, o Caçador do dia e da noite, Pai de todos os Caboclos, hoje é o dia de nosso PAI OXÓSSI!

Okê Arô Meu Pai!


Bambi o Clime!


Arolê !!


Saravá todos os Caboclos, a Macaia está em Festa, Aruanda rende-se ao verde, para homenagear o grande Guerreiro de Zambí!

Pombo-Gira


A Pombo-Gira ela é fiel
É ouro que cai do Céu

A Pombo-Gira ela é fiel
É ouro que cai do Céu


Amor, Amor Amor
É uma palavra para quem sabe dar valor

Padilha


Padilha na meso de um Bar, Pra beber e cantar e viver de Alegria
Padilha Mulher encantada, Rainha da encruzilhada, senhora da magia -Bis
Padilha na meso de um Bar, Pra beber e cantar e viver de Alegria
Padilha Mulher encantada, Rainha da encruzilhada, senhora da magia -Bis

Exu Veludo

Canta Canta Veludo, Canta como Canta o Roxinol ->Bis
Canta que você tem Valor
 Exu na encuzilhada
Exuveludo e Doutor

MARIA HOMEN

Noite linda, noite de lua cheia
As estralas me guiam moça, da juremeia
Ela é bonita, protetora das mulheres
Trabalhou no Caes, no pesado sim senhor
Eu pedi uma flor, ela me deu um jardim
Jogou fagulhas de luz, no meu caminho
Até agora esqueçi de perguntar
Nas estradas da vida como posso lhe chamar

Moça quel é o seu nome ?
Na beira do Caes sou Maria Homen !

Atabaques, Sua Origem e importância !


O atabaque é um instrumento musical que chegou ao Brasil através dos escravos africanos, é usado em quase todo ritual afro-brasileiro, típico do Candomblé e da Umbanda e das outras religiões afro-brasileiras e influenciados pela tradição africana. De uso tradicional na música ritual e religiosa, empregados para convocar os Orixás, Nkisis e Voduns.
Atabaque
O atabaque é feito em madeira e aros de ferro que sustentam o couro. Nos terreiros de candomblé, os três atabaques utilizados são chamados de "rum", "rumpi" e "le". O rum, o maior de todos, possui o registro grave; o do meio, rumpi, em o registro médio; o lé, o menor, possui o registro agudo. O trio de atabaques executa, ao longo do xirê, uma série de toques que devem estar de acordo com os orixás que vão sendo evocados em cada momento da festa. Para auxiliar os tambores, utiliza-se um agogô; em algumas casas tocam-se também cabaças e afoxés. 
Os atabaques no candomblé são objetos sagrados e renovam anualmente esse Axé. São usados unicamente nas dependências do terreiro, não saem para a rua como os que são usados nos blocos de afoxés, estes são preparados exclusivamente para esse fim.
Os atabaques são encourados com os couros dos animais que são oferecidos aos Orixás, independente da cerimônia que é feita para consagração dos mesmos quando são comprados, o couro que veio da loja geralmente é descartado, o cilindro de madeira só depois de passar pelos rituais é que poderá ser usado no terreiro.
O som é o condutor do Axé do Orixá, é o som do couro e da madeira vibrando que trazem os Orixás, são sinfonias africanas sem partitura.
Os atabaques do candomblé só podem ser tocados pelo Alagbê (nação Ketu), Xicarangoma (nações Angola e Congo) e Runtó (nação Jeje) que é o responsável pelo rum (o atabaque maior), e pelos ogans nos atabaques menores sob o seu comando, é o Alagbê que começa o toque e é através do seu desempenho no rum que o Orixá vai executar sua coreografia, de caça, de guerra, sempre acompanhando o floreio do Rum. O Rum é que comanda o rumpi e o le.

Os atabaques são chamados de Ilubatá ou Ilú na nação Ketu, e Ngoma na nação Angola, mas todas as nações adotaram também os nomes Rum, Rumpi e Le para os atabaques, apesar de serem denominação Jeje.
Essa é a diferença entre o atabaque do candomblé e do atabaque instrumento musical comprado nas lojas com a finalidade de apresentações artísticas, que normalmente são industrializados para essa finalidade.

Na Calada da Noite

Bate tambor na calada da noite oh negro!
Bate tambor até o dia clarear
Bate tambor na calada da noite
oh negro!
Bate tambor para louvar seu Orixá!

O Negro é vida, é história, é lamento
Um povo sofrido que viveu a escravidão
Vindos da Africa,onde tinham liberdade
Pra viver num mundo novo de tortura e opressão.

ê ê ê senzala
ê ê ê senzala aê
ê ê ê senzala
bate tambor o negro se libertou

ê ê ê senzala
ê ê ê senzala aê
ê ê ê senzala
Hoje não existe tanta dor.